Alerta depois do assassinato do Pe. Luciano Fulvi, de 76 anos Os Missionários Combonianos lançaram um apelo aos poderes políticos, institucionais e económicos da comunidade internacional para que assumam as suas em relação aos problemas de Uganda e de sua população. O alerta surge depois de um Comboniano italiano ter sido assassinado no Norte do Uganda. “O trágico assassínio de Pe. Luciano Fulvi, na missão de Layibi, é o enésimo episódio de violência nas regiões do norte de Uganda, onde os nossos irmãos e irmãs actuam como missionários”, afirmam, numa nota conjunta, a Superiora-geral das Combonianas, Ir. Adele Brambilla, e o Pe. Teresino Serra, Superior-geral dos Combonianos. Os Combonianos acreditam que o Pe. Fulvi tenha sido assassinado durante uma banal acção de banditismo, consequência da insegurança e da miséria actuais no país, em guerra civil desde 1980. Com este morte, são já 14 os missionários Combonianos que perderam a vida no Uganda, em diversas circunstâncias, ao longo dos últimos 20 anos. Os religiosos católicos no local afirmam que a população “não vê um final para o seu sofrimento” e alertam para a possibilidade de uma crise alimentar generalizada. “Se as pessoas não chegarem às suas casas no início da estação das chuvas, os campos não serão cultivados. Quem lhes dará de comer, depois?”, atiram. Notícias relacionadas • Tragédia do Ruanda pode repetir-se… no Uganda
