Protocolo entre as 18 Câmaras e a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social As 18 câmaras municipais do distrito do Porto “disponibilizam técnicos para colaborar e acompanhar os projectos de construção, restauro e requalificação de equipamentos das IPSS”, este é um dos pontos do protocolo, assinado dia 13 de Julho, entre a União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) e os municípios daquele distrito com o objectivo de minorar os problemas sociais. Em declarações à Agência ECCLESIA o Pe. Lino Maia, presidente da UDIPSS afirma que as Câmaras reconhecem a importância das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) por isso “comprometem-se também a disponibilizar meios financeiros para apoiar essas obras”. Por sua vez, a UDIPSS compromete-se a reunir as instituições (cerca de 293) e “responder aos problemas sociais”. O acordo “não foi difícil” – acentua o Pe. Lino Maia – porque “as câmaras conheciam o nosso trabalho” e, por outro lado, estas “não têm vocação para responder a muitos problemas que as IPSS respondem”. A solução “mais próxima” e “melhor” passa pelos cidadãos que se organizam. Até chegar ao protocolo, o Pe. Lino Maia realça que “teve reuniões individuais com todas as câmaras”. Assinado dia 13 de Julho, o protocolo entra “imediatamente em vigor” porque, antes da assinatura, “já tinha sido aprovado por todos os executivos das câmaras”. Combater os problemas sociais daquela região é o objectivo central deste acordo. Segundo o presidente da UDIPSS “pretendemos equacionar novas respostas para os problemas – mobilidade humana e a consequente desertificação; solidão da Terceira Idade; delinquência e toxicodependência”. Para o futuro, a UDIPSS pensa alargar estas parcerias e irá “fazer uma reunião com os técnicos das câmaras para definir o que são equipamentos sociais e as respostas que devem ter”. E finaliza: “muitas vezes gastam-se meios sem necessidade”.
