Cicloperegrinos do Algarve já estão em Colónia

2376 quilómetros e 22 dias de percurso O grupo de cicloperegrinos que no passado dia 18 de Julho partiu do Algarve em direcção a Colónia, para a XX Jornada Mundial da Juventude (JMJ), chegou esta tarde ao seu destino. Em declarações à Agência ECCLESIA, o Pe. Dinis Faísca fala destas semanas de peregrinação como uma vivência “extraordinária”, sobretudo ao nível do acolhimento. A chegada à Alemanha trouxe um obstáculo suplementar, a língua, mas os peregrinos não desanimaram e já estão instalados numa paróquia, a 50 quilómetros de Colónia, na qual participaração nas “Jornadas de encontro” nas Dioceses alemãs, até dia 15. O grupo completou um percurso total de 2376 quilómetros, ao longo de 22 dias, perfazendo uma média diária de 108 quilómetros. O Pe. Dinis Faísca, sacerdote da diocese do Algarve com 32 anos de idade, foi o principal impulsionador do grupo, acompanhado pelos gémeos Alexandre Simões e Cristiano Simões, ambos com 15 anos; por João Silva, de 22 anos; por Nuno Cavaco, de 27 anos; e por Nuno Simões, com 46 anos, o veterano do grupo e pai dos dois mais novos elementos. A participação da diocese do Algarve na JMJ fica assim marcada por uma das iniciativas mais curiosas de todos os 5 mil participantes portugueses. Sem carro de apoio, cada um dos participantes teve de levar a sua bagagem (cerca de 30 quilos) na bicicleta. Apesar das dificuldades inerentes a uma iniciativa deste género, como o calor (temperaturas superiores a 40 graus) ou problemas mecânicas nas bicicletas (incluindo um quadro partido), para além de furos, raios e rodas empenadas, os cicloperegrinos não desanimam. “O objectivo final do grupo era a participação na Jornada Mundial e tudo o que daí advém, é isso que dá sentido a esta experiência de peregrinar e de passar pelas mãos de cada um dos irmãos que nos acolhem”, assinala o Pe. Dinis Faísca. A partir da próxima segunda-feira, o grupo insere-se na dinâmica da participação de todos os jovens algarvios e portugueses. Já ontem, contudo, os ciclopereginos ficaram alojados numa comunidade belga e tiverem o primeiro “cheiro” da JMJ, ao contactarem com jovens da Síria, do Canadá e da Bélgica.

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