Dois Bispos continuam desaparecidos Um padre da Igreja Católica “clandestina”, fiel ao Vaticano, foi preso pelas autoridades locais na província setentrional do Hebei, uma das que regista um maior número de católicos. O Pe. Wang Wenzhi terá sido detido a 11 de Dezembro, mas só agora esse facto chegou ao conhecimento da Fundação Cardeal Küng, organização de defesa dos direitos humanos na China. Esta detenção insere-se na política de repressão das autoridades chinesas, que tentam convencer os clérigos ligados ao Vaticano a aderirem à Igreja “patriótica”, autorizada e controlada por Pequim. Segundo a agência AsiaNews, do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, este padre estará preso num hotel e sujeito a “lavagem cerebral” e sessões políticas, para obrigá-lo a aderir à Associação Patriótica Católica (APC). Embora o Partido Comunista Chinês se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais (Associações Patrióticas), entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. Segundo fontes do Vaticano, a Igreja Católica “clandestina” conta mais de 8 milhões de fiéis, que são obrigados a celebrar missas em segredo, nas suas casas, sob o risco de serem presos. Nos últimos meses, a APC lançou uma violenta campanha, destinada a evitar qualquer aproximação entre Pequim e o Vaticano. Vários contactos informais têm sido desenvolvidos desde que Bento XVI sucedeu a João Paulo II, fazendo do estabelecimento de relações diplomáticas com a China uma das suas prioridades, algo que a APC vê como um perigo para a organização. A Fundação Cardeal Küng dá conta, ainda, da morte do Bispo Han Dingxian, também ele fiel ao Papa e a Roma. O prelado tinha sido prendido em 1999 e, desde então, fora proibido de manter qualquer contacto com os fiéis da sua diocese ou mesmo com a sua família. D. Han Dingxian era um dos Bispos por quem a AsiaNews tinha lançado uma campanha de sensibilização, em Março de 2005. Após a sua morte, são agora dois os Bispos “desaparecidos” na China: D. Su Zhimin, desaparecido desde 1996,e D. An Shuxin, desaparecido desde 1997.
