Entre 1940 e 1946, estima-se que morreram assassinados 170 católicos por salvarem judeus das mãos dos nazis. De acordo com Luciano Tas, escritor que lançou o livro “Historia de los judios italianos” (História dos judeus italianos), o facto de a percentagem dos judeus deportados em Itália ser mais baixa do que noutros países deve-se «à ajuda activa da população italiana e instituições católicas». Segundo números apresentados pelo “Martirologio del clero italiano”, 729 sacerdotes, seminaristas e leigos perderam a vida, entre os quais 170 foram assassinados pelo facto de ajudarem judeus a fugir do regime nazi. Os números mencionados no livro reflectem a «contribuição oferecida até ao derramamento de sangue» por parte da Igreja Católica, chegando até a «organizar uma rede de falsificação de documentos» para ajudarem os judeus a fugirem, adiantou, à agência Zenit, Luciano Tas. Um dos casos mais conhecidos e carismáticos para a sociedade italiana foi a de um pai de família, Odoardo Focherini, que começou por ajudar um grupo de refugiados chegados de Varsóvia em Setembro de 1943, evitando a sua deportação. A partir do começo das deportações raciais, Focherini organizou uma eficaz rede que expatriou para a Suíça mais de uma centena de judeus. Detido em 1944, morreu no campo de Hersbuck, em 27 de Dezembro do mesmo ano, com 37 anos de idade, tendo sido concluído no ano passado o seu processo de beatificação.
