A Cáritas destinou meio milhão de dólares para ajudas à população da Coreia do Norte, como forma de fazer face ao corte nas rações de alimentos decidido pelo governo de Pyongyang. A Coreia do Norte encontra-se perante a mais grave crise alimentar desde 1990. Opróximo mês poderia ser o pior, como alerta a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), dado que o regime no poder reduzirá as rações de 250 gramas a 200 gramas por dia, a quantidade mais baixa desde janeiro de 2001. Aproximadamente 3,6 milhões de pessoas, entre idosos, crianças e mulheres grávidas, sobrevivem com farinha vegetal. A Confederação Internacional da Cáritas lançara em Maio uma apelo para a recolha de 2,5 milhões de dólares, necessários nos próximos doze meses para auxiliar a população da Coreia do Norte, que se encontra na miséria. O dinheiro será utilizado nos sectores de ajuda alimentar, agricultura, desenvolvimento e formação profissional. De 1993 a 1998, o Produto Interno Bruto norte-coreano passou de 991 a 457 milhões de dólares, a esperança de vida caiu de 73,2 para 66,8 anos e a taxa de mortalidade infantil subiu de 14 a 22 por cada mil nascimentos. O secretário-geral da “Caritas Internationalis”, após visitar a Coreia do Norte no início de Março passado, confirmou que se mantém a situação de emergência humanitária no país, agravada pela crise energética. Esta confederação de 162 organizações católicas de assistência, desenvolvimento e serviço social, presente em mais de 200 países e territórios, trabalha na Coreia do Norte há dez anos, tendo distribuído mais de 30 milhões de dólares. A Cáritas distribui ajuda alimentar a milhares de crianças, especialmente órfãs, mulheres grávidas e mães. Incentiva também as cooperativas agrícolas para que aumentem a sua produção e apoia projectos do sector de saúde.
