Cáritas Portuguesa em Moçambique

“A execução excedeu as nossas expectativas” – disse à Agência ECCLESIA Eugénio da Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa, a propósito da visita de uma delegação da Cáritas Portuguesa a Moçambique, de 3 a 8 de Fevereiro. Uma visita que tinha como objectivo primordial “visualizar a execução dos projectos da acção humanitária “que surgiram após “as cheias do ano 2000”. Este país lusófono, que foi atingido pelo ciclone «Delfina» no Norte e Centro e pela seca no Sul, debate-se com problemas gravíssimos, que na opinião de Eugénio da Fonseca devem “ser combatidos com alguma urgência”. Necessidades prioritárias que passam pelo acesso “à água potável” daí se justifica “o investimento que fizemos na abertura de poços”. A questão da educação também é fundamental e aí o Presidente da Cáritas Portuguesa destaca a boa relação “entre o governo e as instituições locais, essencialmente as da Igreja”. Para além deste sector “era importante apostar também nas questões da saúde”. Este problema não é apenas de Moçambique mas de “toda a África” – realçou. Um flagelo que está “diminuir a esperança de vida” e que está directamente relacionado com “a SIDA”. Sobre a possibilidade da Cáritas Portuguesa lançar uma campanha de apoio para Moçambique, Eugénio da Fonseca afirmou que não era viável porque “era uma grande sobrecarga para as pessoas” e não deixou de elogiar o povo português “que nos últimos anos tem sido muito solidário”. O que “iremos fazer é tentar rentabilizar a campanha feita no ano 2000” e depois tentar estabelecer parcerias “com o intuito de colocar esses serviços a render”. Ao fazer comparações com os outros países lusófonos que visitou, o Presidente da Cáritas Portuguesa realçou que “Angola é o país com a maior tragédia humanitária”, visto que viveu muitos anos em guerra. Em relação a Moçam-bique, que tem um processo de paz mais longo, os problemas residem “na traição das questões naturais, como as cheias e a seca”.

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