A confederação internacional da Cáritas, “Caritas Internationalis”, lançou um apelo em favor das populações atingidas pelo terramoto de 8 de Outubro na Ásia. A intenção é recolher 5,5 milhões de dólares para ajudar, de imediato, a Cáritas da Índia. Estes fundos permitiriam oferecer alimentos, cobertores e utensílios de cozinha a cerca de 4 mil famílias (22 mil e 500 pessoas) até final do próximo mês de Novembro, de forma a mitigar as difíceis condições de vida em que se encontram. Milhares de pessoas continuam bloqueadas nos vales mais inacessíveis do Caxemira paquistanês, a província mais afectada pelo sismo, que atingiu ainda o Afeganistão e a Índia, e que só no Paquistão provocou 54.000 mortos e 77.000 feridos, segundo o último balanço oficial. Fontes da Igreja em Caxemira lamenta que as vítimas “tenham sido esquecidas”, apontando o dedo à diferença de tratamento entre esta situação e a do tsunami no Oceano Índico. As necessidades de assistência de emergência às vítimas do sismo no Paquistão, nos próximos seis meses, ascendem a 550 milhões de dólares, afirmou ontem o responsável das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Jan Egeland. Para o Bispo Joseph Coutts, presidente da Cáritas no Paquistão, o principal desafio que se coloca aos vários organismos presentes no terreno é “coordenar as ajudas”. Em declarações à Agência Fides, do Vaticano, D. Joseph Coutts, adianta que “os voluntários cristãos trabalham sem parar”, em estreito contacto com o Catholic Relief Service (EUA) e outros parceiros da Cáritas em muitos países, que responderam com grande prontidão.
