A confederação internacional da Cáritas já enviou 15 milhões de Euros para ajudas de emergência nas zonas mais afectadas na Indonésia, após o terramoto desta segunda-feira. A ONU divulgou hoje um novo balanço de 518 mortos confirmados no sismo: 500 pessoas morreram em Nias, a zona mais afectada pelo sismo de magnitude 8,7 na escala aberta de Richter, nove na ilha de Simeulue e outras nove em Samatra e no pequeno arquipélago de Banyak. As autoridades indonésias fizeram, contudo, uma estimativa de “um a dois milhares de mortos” em toda a região, a maior parte dos quais em Nias. O representante do Papa no local pediu de imediato a ajuda da “Caritas Internationalis”, que já colocou em andamento um plano de auxílio às populações. A presença da Igreja e deste organismo de assistência na ilha de Nias remonta já há várias décadas – é uma região de maioria cristã -, pelo que o trabalho se está a realizar, numa primeira fase, através da rede local da Cáritas. Os responsáveis no terreno falam de uma “verdadeira devastação”, que destruiu mais de 70% da ilha. Entretanto, os missionários e missionárias em Nias abriram as portas das suas casas, transformando-as em centros improvisados de refúgio para as pessoas que perderam tudo e que, além disso, fugiam para as zonas mais altas da ilha, com medo de um novo tsunami. Apesar de grande parte das atenções estarem concentradas em Nias, os missionários referem que há entre 200 a 300 mortos no pequeno arquipélago de Banyak, para além dos feridos e das pessoas que ficaram sem casa. Nias e Banyak encontram-se a cerca de 1400 quilómetros a noroeste de Jacarta, ao largo da costa ocidental de Samatra.
