Com um documento intitulado «Alargamento UE: para uma Europa igual», apresentado em Bruxelas por ocasião da reunião de Salónica, a rede da Cáritas de 44 países europeus pretendeu chamar a atenção para as necessidades daqueles para quem os benefícios de uma UE alargada não serão tão evidentes. Desempregados, doentes e idosos são os grupos sociais mais fracos, segundo Cáritas Europa. Os números apresentados incluem 850.000 imigrantes regulares procedentes das regiões centrais e orientais do continente, um número ao qual deve-se somar a cada ano 600.000 clandestinos, segundo recolhe a Radio Vaticano. O texto da Cáritas Europa adverte ainda sobre a necessidade de a União Europeia promover o trabalho legal, oferecer uma protecção social adequada aos trabalhadores imigrantes, que facilite a integração e favoreça a reunificação familiar. Os membros desta organização alertam que a procura de trabalho em breve será uma prioridade na Europa, dado que o número médio de desemprego alcança 20% na Bulgária, Eslovénia e Polónia. Por outro lado, a rede Cáritas pede que se preste uma atenção especial às organizações não-governamentais (ONG) e às associações de voluntariado, que proporcionam frequentemente serviços de assistência social a baixo custo, «sobretudo após as privatizações e os cortes de gastos no âmbito social da saúde registrados em muitos países». Por isso, segundo Cáritas, tais organizações devem obter um reconhecimento adequado na União Europeia e maior financiamento nacional e europeu.
