A Cáritas Diocesana do Funchal pretende dar resposta às actuais necessidades — do século XXI — na área sócio-caritativa. Tendo em vista uma melhor organização desta instituição que, funciona, sobretudo, à base do voluntariado, a instituição vai sofrer uma reestruturação ao nível das organizações paroquiais. O objectivo é renovar as actuais instituições e repor as que já existiram procurando, no entanto, evitar a duplicação de serviços. Esta é uma das preocupações da nova direcção que iniciou funções há cerca de um ano e meio, em “arrumar os cantos à casa”. O objectivo é fazer com que “a Cáritas possa dar uma resposta actual — século XXI — às necessidades na área sócio-caritativa que existe na Diocese”, sublinha José Manuel Barbeito, presidente da direcção da Cáritas Diocesana do Funchal, em declarações ao Jornal da Madeira. A Cáritas Diocesana do Funchal tem prestado ajuda aos mais necessitados, sobretudo, em termos de bens de consumo como alimentos, roupa, bem mo de outras ajudas pontuais, entre a disponibilização de mobílias e electrodomésticos que são cedidos por particulares. A instituição encarrega-se, depois, de encaminhar os bens, de acordo com a lista de espera existente. Na sua maioria, estes bens destinam-se a pessoas que vão ser colocadas numa casa, ao nível da habitação social, quer por parte das Câmaras Municipais, quer por parte do Instituto de Habitação da Madeira. Algumas das situações são dadas a conhecer pelos próprios necessitados sendo que, outros casos são detectados pelas assistentes sociais. É no Serviço de Atendimento e Acolhimento da Cáritas Diocesana do Funchal que são detectadas as necessidades das diversas pessoas que batem à porta da instituição à procura de apoio. Outros casos há que são detectados pelos próprios voluntários. O serviço funciona das 14.00 horas às 17.00 horas, de segunda-feira a sexta-feira, na sede daquela organização que, neste momento, se encontra em obras. Este apoio é possível, sobretudo, com a ajuda de quatro profissionais, que são remunerados. Apesar do serviço ser satisfatório, o presidente da direcção, José Manuel Barbeito considera que há que melhorar a recolha de dados bem como os serviços de secretariado. A maior parte das pessoas que ali acorrem deparam-se com problemas financeiros e necessitam de roupa e alimentos. Contam-se menos jovens e jovens sendo que, neste último caso, a instituição procura, sobretudo, encaminhar. “O nosso objectivo é, sobretudo, dar caminhos às pessoas. Não é dar soluções mas fazer com que as pessoas encontrem as soluções”, sublinha o presidente da direcção.
