Cardeal venezuelano acusa governo de semear ódio e violência

O Cardeal venezuelano Rosalío Castillo Lara denunciou no passado Domingo o regime de Hugo Chávez, que acusa de “pretender impor pela força o engano e a mentira”. No encerramento do ano dedicado à padroeira do país, a Virgen de Coromoto, D. Castillo Lara pediu “um regime de verdadeira liberdade”. As diferenças de opoinião entre o governo venezuelano e a Igreja Católica no país são conhecidas, tendo levado mesmo a actos de violência contra locais de culto e a profanação de imagens da Virgem Maria. Para o cardeal, a culpa vai para o “projecto político anacrónico e absurdo” que o presidente Chávez tenta aplicar no país. À padroeira venezuelana, D. Castillo Lara pediu “que devolva à Venezuela a ansiada paz, que todos possamos viver unidos como irmãos que somos, que haja paz e justiça, que cesse o ódio”. A Eucaristia na Basílica de Coromoto, em Guanare, foi concelebrada pelo Núncio Apostólico, D. André Dupuy, que leu uma saudação de João Paulo II, pelo o presidente da Conferência Episcopal Venezuelana, D. Baltazar Porras, e pelos quarenta bispos do país. A Conferência Episcopal Venezuelana, manifestou recentemente o seu apoio a um referendo revogatório do mandato de Chávez, considerando este instrumento como “idóneo e necessário para restabelecer a convivência nacional”. Hugo Chávez, reeleito em 2000 para um mandato de seis anos, afirma que as suas reformas esquerdistas são a favor da maioria pobre do país petrolífero e que são “inspiradas” nos ensinamentos de Jesus Cristo.

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