Cardeal-Patriarca entrega mensagem de Bento XVI à Virgem de Fátima

“Portugal, Portugal, Fátima. Não se esqueça de apresentar a Nossa Senhora este pontificado”. Esta foi a mensagem que Bento XVI deixou ao Cardeal-Patriarca de Lisboa quando este o foi cumprimentar após a sua eleição; conforme o prometido, D. José Policarpo vai apresentá-la hoje e amanhã na Peregrinação Internacional Aniversária de Maio. Milhares de pessoas reúnem-se na primeira peregrinação após as mortes da Irmã Lúcia e João Paulo II e a eleição de Bento XVI. O novo Papa referiu-se ontem à celebração do 13 de Maio, em Fátima, pedindo aos católicos que coloquem nas mãos de Maria “todas as vossas necessidades” com uma oração “incessante e com confiança”. Também a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) faz da entrega deste pontificado a Maria um dos propósitos das comemorações da Peregrinação Internacional Aniversária. O mesmo foi revelado pelo secretário da CEP, D. Carlos Azevedo, no final da última reunião do Conselho permanente. As celebrações da peregrinação, presididas pelo Cardeal-Patriarca de Lisboa, começam oficialmente pelas 18h30 com a saudação a Nossa Senhora na Capelinha das Aparições e prosseguem às 21h30 com a recitação do terço, seguida pela tradicional “Procissão das velas” e a concelebração da eucaristia, no Altar do Recinto. No dia 13, haverá uma vigília nocturna das 00h00 às 07h00, altura em que se iniciará a procissão eucarística. Às 09h15, espaço para o Terço Internacional na capelinha, a anteceder a celebração final (concelebração da eucaristia, bênção dos doentes, Compromisso e Adeus), marcada para as 10h00. A peregrinação deste ano, no âmbito do tema pastoral escolhido para todo o ano de 2005, e na sequência da decisão tomada em 2000 – de se dedicarem os primeiros dez anos do novo milénio aos Mandamentos da Lei de Deus –, é “Não Matarás” (5º Mandamento). D. Serafim Ferreira e Silva colocou o tema da peregrinação em consonância com a “Semana da Vida” celebrada pela Igreja Católica em Portugal de 15 a 22 de Maio. “A vida humana não tem preço e é um valor absoluto”, destacou, numa referência às problemáticas recentes relativas ao aborto no nosso país.

Partilhar:
Scroll to Top