Braga enviou 658 jovens para Colónia

D. Jorge Ortiga rejeita «turismo» na Jornada Mundial O Arcebispo de Braga traçou os objectivos gerais da peregrinação dos jovens da Arquidiocese à XX Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que se realiza, entre os dias 16 e 21, em Colónia, Alemanha. Na celebração do envio dos participantes, que lotaram sexta-feira a Catedral bracarense, D. Jorge Ortiga classificou a JMJ como «o ponto de partida para um futuro novo», mostrando-se convencido de que a «crise» só terminará quando «existirem homens e mulheres que a queiram ultrapassar. Deixai intenções secundárias e entrai no circuito daqueles que partem para deixar Cristo entrar na vida e nas opções quotidianas». O prelado referiu que «existe ainda muita gente que afirma que “a juventude anda perdida”. Porém, como responsável pela Igreja de Braga, acredito em cada um de vós. A crise tão propalada pode terminar se existirem homens e mulheres que a queiram ultrapassar. Por isso, é necessário que a JMJ não seja encarada como uma meta, um objectivo ou um fim, mas um ponto de partida para um futuro novo». «Como Arcebispo, repito a minha fé na juventude, que se torna esperança na renovação e intensificação da Pastoral Juvenil. Tenho esperança na renovação da Pastoral Juvenil nos arciprestados e paróquias da Diocese», continuou o responsável, que falava para os 658 inscritos presentes — 379 da Arquidiocese de Braga e os outros participantes oriundos de Elvas e Sintra. «Aproveitai também para ouvir o silêncio. Em Ano Diocesano Vocacional, estai atentos aos apelos de Deus, que também pretende falar a alguns de forma especial. E se saíssem desta JMJ algumas vocações religiosas e sacerdotais», interpelou o prelado bracarense. Entretanto, numa alusão aos Reis Magos, que, segundo a tradição, estão sepultados na Catedral de Colónia e emprestam o lema à JMJ – “Viemos adorá-LO” –, D. Jorge Ortiga referiu que «se cada um também for capaz de procurar Cristo, tudo mudará na vida das pessoas. Que Deus vos faça regressar diferentes… porque, depois da Jornada, Deus quer fazer para sempre uma festa convosco na Eucaristia e na vida. Lembrem-se que Cristo continua vivo, caminha convosco e explica o inexplicável, conferindo sentido à vossa vida». «Não vamos fazer turismo!» À margem da celebração eucarística, o Diário do Minho conversou com o coordenador do Departamento Arquidiocesano da Pastoral de Jovens (DAPJ) que referiu que «os participantes não vão a Colónia para fazer turismo!». Alberto Gonçalves rejeita, assim, a crítica fácil pela qual algumas pessoas enveredam nestas circunstâncias. «Foi dito aos jovens no momento da sua inscrição e na reunião preparatória que se a intenção fosse outra teríamos fornecido um catálogo colorido e mais bonito », brincou o responsável, acrescentando «numa peregrinação todas a pessoas têm de cumprir a respectivas regras. Apesar dos momentos culturais previstos, tal como uma visita a Paris, na ida, e uma passagem por Lourdes, no regresso, o que nos move é a JMJ». Preocupado com o mau tempo que ontem se fazia sentir na Alemanha, Alberto Gonçalves espera que «à hora da Vigília e da Eucaristia de encerramento, presidida pelo Papa Bento XVI, possa estar um tempo agradável ». Por outro lado, o DAPJ não está preocupado com «a segurança dos participantes na JMJ de Colónia, já que a Alemanha não foi um dos países que apoiou a invasão do Iraque. Depois, é bom recordar que os alemães são meticulosos em questões de segurança e extremamente organizados», realçou o responsável, que tem nos autocarros — sete de Braga e cinco de Sintra e Elvas —, que partiram da Cidade dos Arcebispos, a maior “dor de cabeça”. Alberto Gonçalves também destacou que as «expectativas dos participantes em relação à JMJ são muito elevadas. Será uma experiência interessante de partilha da vivência da fé e enriquecimento cultural. Porém, o mais importante é o período a seguir à JMJ. Espera-se que a peregrinação dê frutos nos grupos de origem e nas paróquias». Finalmente, o responsável não deixou de enaltecer «a facilidade com que foram arranjado o alojamento em Colónia» e «a abertura das pessoas e entidades envolvidas, tal como as empresas de camionagem, a equipa, os jovens e as famílias».

Partilhar:
Scroll to Top