Os bispos do Sudão saúdam os acordos de paz entre o governo de Cartum e o Exército de Libertação do Povo Sudanês (SPLA), o movimento de guerrilha activo no Sudão meridional, mas lembram que “a verdadeira paz é muito mais do que ausência de guerra”. Numa carta pastoral depois da assinatura dos acordos de paz, os prelados afirmam que “mais de 20 anos de guerra civil, caracterizada por tragédias e violências de todo tipo, não se superam facilmente.” A conferência episcopal sudanesa está preocupada em criar as condições para reconciliar os cidadãos. “A paz que queremos construir é uma ordem e uma harmonia na comunidade, de modo que cada pessoa e as comunidades se possam desenvolver em plenitude e livremente”, afirmam. Os Bispos convidam todos ao respeito recíproco dos sentimentos religiosos e ao respeito da liberdade de consciência de cada um: “as nossas comunidades são multiétnicas e multirreligiosas. Como católicos, encorajamos todos a seguir sua consciência e respeitamos as práticas e as crenças religiosas”. Após 20 anos de conflito no sul do Sudão – oficialmente encerrado a 9 de Janeiro, com a -, cerca de 500 mil pessoas estão refugiadas nos países vizinhos, e outros 4 milhões estão refugiadas no interno do próprio Sudão. A guerra provocou mais de dois milhões de mortos.
