A Conferência Episcopal do Equador manifestou a sua preocupação pela crise social e política que afecta o país sul-americano. “No nosso Equador, país dotado de enormes recursos, vemos com profunda preocupação e tristeza que erros e irresponsabilidades se acumulam. O país está a precipitar-se num abismo obscuro de ilegalidade, confusão, desconfiança e temor”, referem os prelados. A situação levou à publicação de uma nota pastoral intitulada “Pela cultura da legalidade e da justiça”. Os Bispos pedem às autoridades que respeitem a sua liberdade de anunciar o Evangelho e contribuam para a convivência social, através dos princípios da Doutrina social da Igreja. O episcopado equatoriano lança um apelo para reforçar a democracia, lembrando que ela só é possível “num Estado de Direito no qual os direitos sejam protegidos e as responsabilidades das pessoas, dos organismos do poder e da sociedade sejam definidas”. “Se o poder e a aplicação das leis, bem como a administração dos bens públicos, se tornarem instrumentos para a guerra entre grupos, todo o sistema se contaminará, e os limites da democracia serão destruídos”, alertam Igreja ocupada Sinal desse mal-estar, cerca de duzentos ferroviários do Equador ocuparam pacificamente as instalações da igreja de La Compañía, em Quito, para pressionar o governo a satisfazer as suas exigências salariais. O Pe. Ernesto Bravo confirmou à Rádio Vaticano que a ocupação decorreu de modo pacífico e que os manifestantes se acorrentaram à porta principal da igreja. O objectivo inicial dos manifestantes era ocupar a Catedral, que se encontra ao lado do Palácio do Governo, na Praça da Independência, e que estava fechada. Assim, optaram pela igreja de La Compañia, que dista 100 metros da Sé. Os manifestantes reivindicam mais atenção por parte do governo, em relação aos seus salários, e protestam pelo atraso no pagamento dos mesmos.
