Bispos do Brasil avaliam Lula da Silva

Novo Plano Nacional de Reforma Agrária recebido com satisfação A Conferência nacional de Bispos do Brasil manifestou-se no passado fim-de-semana contra a política económica do presidente Lula da Silva. Segundo a CNBB, o crescimento económico, anunciado desde o período eleitoral do Governo Lula como condição indispensável à mudança de rumo na História do Brasil, “tornou-se agora fim em si mesmo “. O texto tornado público não é um documento oficial da CNBB, mais foi utilizado com a finalidade de ajudar a reflexão pastoral na última reunião do Conselho Permanente, como sublinha o presidente do organismo D. Geraldo Magella. A CNBB anota, ainda assim, “importantes diferenças, como o estancamento do processo de privatização, uma política externa agressiva em defesa dos nossos interesses comerciais e uma séria e sincera preocupação pela melhoria das condições de vida dos mais pobres “. “Foi certamente o pragmatismo político que impôs ao governo Lula essa opção”, calcula a CNBB. REFORMA AGRÁRIA É INDISPENSÁVEL Os bispos brasileiros confessaram, por outro lado, ter recebido com satisfação a notícia de que o Governo pretende lançar brevemente o novo Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA). “Não ignoramos as dificuldades financeiras que o País está enfrentando. Porém, por sua gravidade e urgência, a solução da questão agrária torna-se uma prioridade, exigindo de todos compreensão e apoio”, refere um comunicado da CNBB divulgado no dia 1 de Novembro. Os responsáveis católicos asseguram que estão a acompanhar de perto a questão fundiária no Brasil, “seja como uma das preocupações sociais mais recorrentes, seja quanto ao empenho da Igreja para que a terra esteja a serviço de quem nela precisa trabalhar e viver.”

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