Os bispos católicos da Colômbia exigiram a libertação do sacerdote César Darío Pena, sequestrado desde o passado dia 16 de Março pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia(FARC). Numa nota emitida pela Conferência Episcopal Colombiana (CEC) durante a sua 77ª Assembleia Plenária, os prelados pedem às FARC “a verdade sobre o padre César Darío Pena: se ele está vivo ou morto”. A CEC expressa a sua solidariedade com a diocese colombiana de Santa Rosa de Osos e com a família do sacerdote, raptado por um grupo das FARC na sua paróquia Os prelados reclamam “a libertação do padre e de todos os sequestrados que se encontram no poder das FARC” e “absoluto respeito pela vida e liberdade da cada pessoa, que são dons sagrados de Deus que a ninguém é permitido confiscar”. O documento é assinado pelo cardeal Pedro Rubiano Sáenz, presidente da Conferência Episcopal, D. Luis Alberto Castro Quiroga, vice-presidente do organismo e D. Fabián Marulanda López, secretário-geral da CEC. O próprio João Paulo II pediu a4 de maio passado a libertação do Pe. César Darío Pena García, numa carta enviada ao bispo da diocese à qual pertence o sacerdote. No contexto do conflito interno que atinge a Colômbia há quatro décadas, o elevado número de sequestros coloca o país como a maior vítima mundial deste tipo de crime. A maioria dos raptos são atribuídos às FARC, a mais antiga e numerosa guerrilha esquerdista do continente. No decorrer da reunião magna da CEC, o Cardeal Pedro Rubiano Saénz, arcebispo de Bogotá e Presidente da Conferência Episcopal Colombiana, convidou as Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (FARC) a dar “sinais de boa vontade” em relação aos sequestrados que mantêm sob o seu poder. “A Igreja insiste na necessidade de um acordo humanitário com as FARC, ao que assistem razões de legalidade e razões de dignidade humana”, disse o Presidente do Episcopado num discurso aos bispos do país. A Igreja Católica na Colômbia, uma das principais dinamizadoras das negociações de paz, manifestou-se anteriormente contra a hipótese de se trocarem reféns civis por guerrilheiros e rebeldes encarcerados, bem como contra o pagamento de resgates. As FARC têm no seu poder mais de 1600 reféns. O Cardeal Rubiano condenou o sequestro como acto de violência e convidou a guerrilha a manifestar sua vontade de paz com actos significativos que demonstrem ao país que as FARC querem acabar com o sofrimento do povo colombiano.
