Bento XVI responderá à missiva O Cardeal Angelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, leu esta manhã uma carta dos Bispos chineses convidados para o Sínodo por Bento XVI, mas que não receberam autorização para viajar até ao Vaticano. A missiva, datada de 6 de Outubro, apresenta as desculpas dos prelados por não estarem presentes, deixando votos de que “as relações diplomáticas com a Santa Sé sejam restabelecidas quanto antes” por parte do governo chinês. A assembleia sinodal decidiu responder à carta e o próprio Bento XVI enviará uma carta de resposta, que será tornada pública. O Papa tinha convocado três Bispos da Associação Patriótica Católica, ligada ao regime comunista, e um prelado da Igreja “clandestina”, fiel ao Vaticano. Os trabalhos do Sínodo ficaram marcados por uma intervenção do Bispo de Hong Kong, D. Joseph Zen Ze-Kiun, na qual o prelado sublinhou que as duas Igrejas Católicas na China estão “unidas na fé”, declarando que elas formam, de facto, “uma só Igreja”. “Todos querem estar unidos ao Papa”, assegurou D. Zen, uma das figuras mais respeitadas pelos católicos do país. O prelado agradeceu ainda a “magnanimidade” do Papa, que “legitimou a grande maioria dos Bispos clandestinos”. Para o Bispo de Hong Kong, a normalização da situação depende da vontade de elementos “conservadores” no interior da Associação Patriótica Católica, reconhecida pelo governo, que oferecem resistência a um entendimento entre a China e a Santa Sé. “O convite do Santo Padre a quatro Bispos para este Sínodo era uma boa oportunidade, mas foi, infelizmente, desperdiçada”, lamentou. Também um Bispo de Taiwan, D. Lin-Chi-Nan, apontou o dedo às “enormes dificuldades na pastoral da evangelização” na China. Após indicar que o número de católicos na China continua a crescer, D. Lin-Chi-Nan advertiu para “a falta de liberdade religiosa, por causa da qual a Igreja corre o risco de dividir-se”.
