Políticas do Estado de Israel altamente contestada por delegação europeia e norte-americana presente em Jerusalém A delegação de bispos europeus e norte-americanos que nos últimos quatro dias visitou os católicos na Terra Santa veio hoje exigir à comunidade internacional que venha em auxílio da comunidade palestiniana, “esmagada” pelas políticas de Israel. “Vimos os efeitos devastadores do muro de segurança, actualmente em construção na Cisjordânia, através da terra e dos lares palestinianos. Esta é uma estrutura permanente que divide famílias, isola as pessoas dos seus terrenos e bens, corta ao meio instituições religiosos”, alertam os 15 bispos num comunicado. Na conferência de imprensa decorrida na Cidade Velha de Jerusalém os bispos revelam ter assistido à “frustração e humilhação que os palestinianos sofrem todos os dias em pontos de controlo que os impedem de trabalhar, ir ao hospital, estudar e visitar as suas famílias”. O encontro, intitulado “A Igreja Universal em solidariedade com a Igreja da Terra Santa”, foi acolhido pelas Igreja local e presidido pelo Patriarca Latino de Jerusalém, D. Michel Sabbah. Desde a última segunda-feira estiveram reunidos, em Belém e Jerusalém, os Presidentes das Conferências Episcopais da Europa e Estados Unidos com os participantes da Assembleia dos Bispos católicos da Terra Santa. O comunicado final lamenta as dificuldades sentidas por vários religiosos em obter vistos e autorizações de residência nestes territórios. Os responsáveis das Igrejas cristãs já tinham denunciado as graves restrições que ameaçam os peregrinos e turistas que pretendem ir a Belém: as autoridades israelitas exigem, a partir de agora, uma autorização escrita para poder atravessar os territórios sob controlo palestiniano, onde se encontra exactamente a Basílica da Natividade, em Belém.
