D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, apresentou a Celebração Eucarística como centro do cristianismo aos jovens universitários reunidos para a celebração da “Bênção das Pastas”, que decorreu ontem, dia 4 de Maio, no Estádio Prof. Doutor José Vieira de Carvalho, da cidade da Maia. “Recebendo-vos para a Bênção das Pastas, a Igreja convida-vos para enquadrar esta cerimónia na Missa, a Celebração Eucarística que está na génese do Cristianismo, na essência e na tradição da mesma Igreja. O ano académico situa esta celebração no tempo (que chamamos litúrgico) da Páscoa e do Pentecostes – tempo que evoca os acontecimentos salvíficos de Cristo e a vinda do Espírito na luz e fortaleza da sua fecundidade”, afirmou. D. Armindo explicou que a celebração inclui a Liturgia da Palavra e a “fracção do pão”, lembrando que a sua origem remonta ao tempo dos Apóstolos, e exigiu um compromisso de vida coerente com aquilo que se celebra. “Está em causa a verdade da vida, a verdade da fé que professamos e a coerência do comportamento que a fé deve reflectir. Quando aqui nos reunimos para celebrar a Eucaristia, que é acção da Igreja e faz a Igreja, importa que, independentemente do que possam outros pensar, dizer ou escrever, demos testemunho do que acreditamos e sintamos a responsabilidade pelas obras e comportamento que a própria fé indicia e exige”, vincou. Esse testemunho é tanto mais importante, prosseguiu o Bispo do Porto, “porque no mundo e na nossa sociedade hoje, entre indiferença e falta de sensibilidade, com hesitações e mudanças frequentes e com mal-estar acentuado, de suspeições generalizadas e falta de confiança perigosa, perante uma onda de descrédito a gerar arrogância e egoísmo, pela insegurança que sentimos e pelas sombras do futuro iminente, nem a globalização pacifica nem o desenvolvimento se evidencia, nem a fraternidade se aprofunda, até por causa da paz que se esvai nas contingências da guerra que volta a tornar-se possível e mais fácil de justificar”. A última referência desta homilia foi para a celebração do Dia da Mãe. “Não esqueçais que todos tendes, todos temos uma Mãe comum: é a Mãe de Jesus, que é a Mãe da Igreja e Mãe de cada um de nós na ordem da graça. Que ela esteja convosco neste momento e na vida pessoal, familiar, social e profissional de todos vós com a sua solicitude maternal e com a bênção do seu conselho”, concluiu.