Bispo do Funchal alerta para os perigos da eutanásia

D. Teodoro de Faria alertou, ontem, para os perigos da prática de eutanásia, considerando preocupante a forma “pouco responsável” como a sociedade actual encara a doença e a velhice. Na homilia da celebração da Eucaristia, na igreja de São Pedro, o bispo do Funchal acusou os europeus de “materialistas e indiferentes” para com os valores espirituais. Criticando a opção pela morte como a via mais fácil ou, em alguns casos, “como um caminho mais célere para receber heranças”, D. Teodoro de Faria apelou à união entre as famílias que devem empenhar-se em assegurar “felicidade e qualidade de vida aos respectivos doentes”. No decurso da celebração eucarística que assinalou a abertura da feira anual em benefício dos doentes oncológicos – um evento integrado na promoção da obra sociocaritativa Dona Eugénia –, D. Teodoro de Faria lamentou ainda a diluição dos valores familiares. “Os cristãos têm de saber lidar com estas situações de doença e velhice. A vida é sagrada”, concluiu. Voluntariado Na abertura da Feira da Obra D. Eugénia, o prelado destacou que ninguém dispensa o voluntariado e que “nenhum Estado, por mais rico que seja, pode dispensar o voluntariado, a solidariedade, porque vai tirar do coração dos seus súbditos uma das coisas mais belas que é o abrir-se ao outro através da bondade e da caridade”. A “Obra D. Eugénia” é uma iniciativa da diocese que há 22 anos dá apoio a doentes oncológicos. Em declarações ao “Jornal da Madeira” e a propósito da Feira anual da Obra D. Eugénia, o Bispo do Funchal referia que “na Europa rica, de 300 e tal milhões de habitantes, apenas dez por cento das pessoas têm dois fatos e dois pares de sapatos que podem mudar de vez em quando; e para os outros chegarem a essa mesma condição precisam de cem anos, a trabalhar muito; isto justifica dizer que a solidariedade e o voluntariado propostos pela Igreja são cada vez mais necessários. E nenhum Estado, por mais rico que seja, os pode dispensar”. Falando aos utentes e voluntários da Obra, D. Teodoro de Faria sublinhou a importância desta instituição no âmbito do espírito da própria Igreja que se preocupa em proporcionar condições para que as pessoas “possam sentir-se úteis, activas, com alegria, com sentido de vida junto dos outros e, assim, a Obra possa continuar”.

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