O respeitado bispo de Hong Kong, D. Joseph Zen, deverá visitar João Paulo II até final de 2004, num encontro que debaterá as relações entre a Santa Sé e a China Esta será a primeira visita que D. Zen fará ao Papa desde que sucedeu o Cardeal John Baptist Wu no ano de 2002. A última visita do activista dos direitos humanos ao Vaticano ocorreu em 1996. D. Joseph Zen é um dos principais críticos da falta de liberdade religiosa no país e apoiou os protesto a favor da democracia na ex-colónia britânica. O porta-voz da diocese, Lawrence Lee, indicou que “o bispo só discutirá com o Papa o que considerar mais importante, mas as relações entre a Igreja e o Estado, assim como o desenvolvimento democrático serão mencionados de certeza”. A China e o Vaticano não têm relações diplomáticas. Embora o Partido Comunista (68 milhões de membros) se declare oficialmente ateu, a Constituição chinesa permite a existência de cinco Igrejas oficiais, entre elas a Católica, que tem 5,2 milhões de fiéis. O baptismo e o ensino religioso entre menores de 18 anos são punidos na China com prisão ou confinamento aos “campos de reeducação pelo trabalho”. Em Hong Kong, a situação é diferente, a Igreja Católica trabalha livremente e tem garantido este direito pelo menos para os 50 anos posteriores a 1997, quando o território passou a estar sob a soberania da China.
