Bispo de Aveiro pede seriedade aos líderes políticos

O Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, espera que a próxima campanha eleitoral que se avizinha seja marcada por “um tempo de seriedade e de serenidade”, admitindo que a população está cansada de promessas. “É pobre, demasiadamente pobre, a nossa cultura política”, lamenta. “Compreendo uma certa desilusão de muita gente em relação aos políticos. Tanta conversa não é de quem tem muito que fazer, e tantos ataques mútuos não parecem ser coisa de pessoas educadas e respeitáveis…”, escreve o prelado no semanário diocesano “Correio do Vouga”. O texto de D. António Marcelino critica duramente o considera ser as “impurezas” da acção política: “favores que se pagam, facturas que se apresentam a saldar, gente que se vê subir com a ajuda de mãos invisíveis, cadeiras não adaptadas aos que nelas se querem sentar, pôr na luz da ribalta jovens que ainda não tiveram tempo para aprender na escola da vida e que, mal abrem a boca, julgam dizer a última palavra sobre o assunto, zangas de compadres e rivalidades incontidas entre sócios do mesmo clube”. “O povo que vota, trabalha e paga os impostos anda, normalmente, muito arredado das discussões políticas e daquilo que as provoca. Porém, não está alheio às perturbações e consequências que delas derivam”, alerta. Segundo o Bispo de Aveiro, “na política não têm lugar os que só pensam em si e no seu partido”, pelo que vai deixando um aviso: “o povo aguenta, mas a paciência tem limites”.

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