Bento XVI visitará Sinagoga de Colónia nas JMJ

Cardeal Meisner diz que todas as expectativas foram superadas Bento XVI irá visitar a Sinagoga de Colónia durante as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) que a cidade alemã recebe. A anunciada viagem de Bento XVI à decorrerá de 18 a 21 de Agosto. A visita, prevista para 19 de Agosto, foi anunciada pelo Cardeal Joachim Meisner, Arcebispo de Colónia, e é vista como sinal de aproximação aos Judeus num país muito marcado pelo Holocausto. O Cardeal sublinha que o gesto é “um sinal claro”, 60 anos depois do final da II Guerra Mundial. O Papa assegurou, desde o início do Pontificado, a intenção de continuar a linha de acção promovida por João Paulo II, o primeiro Papa a entrar numa Sinagoga (Roma, 1986). No passado mês de Maio, Bento XVI dirigiu uma mensagem ao rabino chefe emérito de Roma, Elio Toaff, por ocasião do seu 90º aniversário, comprometendo-se a “renovar o compromisso de continuar o diálogo entre nós, olhando com confiança para o futuro”. O Cardeal Meisner disse, em conferência de imprensa, que o Holocausto “é uma ferida aberta para os alemães” e assegurou que “os hebreus não são para nós apenas um povo, mas irmãos e irmãos”. “Devemos colaborar para que nada de aquilo que aconteceu no passado venha a repetir-se”, acrescentou. Nas JMJ, que decorrem de 15 a 21 de Agosto, o Papa terá ainda ocasião para encontrar-se com representantes das Igrejas protestantes. O presidente da Igreja Evangélica na Renânia, Nikolaus Schneider disse esperar “verdadeiras mudanças” deste encontro. Números impressionantes O Cardeal Meisner assegurou que, após 8 anos de trabalho, “todas as expectativas foram superadas”: 350 mil jovens já se inscreveram, para além de 700 Bispos e 7 mil padres. 85 mil famílias alemãs disponibilizaram-se para dar alojamento aos participantes e o exército ofereceu um perito em logística. Apresentando as JMJ, em Roma, o líder da arquidiocese de Colónia admitiu que a morte de João Paulo II teve efeitos negativos na participação nas jornadas preliminares (11 a 14 de Agosto), explicando que “muitos jovens se deslocaram ao Vaticano e agora têm menos dias disponíveis”. Calcula-se que cerca dos 800 mil jovens tomarão parte nas JMJ; que se encerram com uma missa presidida por Bento XVI numa colina artificial, na qual se encontra terra de todos os continentes. O Cardeal Meisner pediu aos jovens que “não venham sós” e convençam outras pessoas a juntaram-se a eles. “Devemos mostrar ao mundo o rosto de Cristo”, apelou.

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