Bento XVI lançou hoje um apelo em favor de uma “distribuição mais equitativa das riquezas do planeta”, pedindo paz e “solidariedade entre os vários países e continentes”. “O nosso coração não pode estar em paz quando vemos sofrer irmãos nossos, por falta de alimento, de trabalho, de tecto ou de outros bem fundamentais”, justificou. O Papa recebeu no Vaticano os novos embaixadores de sete países: Azerbaijão, Guiné, Malta, Nova Zelândia, Ruanda, Suíça e Zimbabwe. O seu discurso centrou-se sobre a necessidade de oferecer “respostas concretas” aos desafios actuais da humanidade, frisando o da “solidariedade entre gerações, países e Continentes, para uma partilha cada vez mais equitativa das riquezas do planeta entre todos os homens”. “A terra, com efeito, tem a capacidade de alimentar todos os seus habitantes, desde que os países ricos não guardem para si o que pertence a todos”, alertou. O Papa quis saudar, através dos diplomatas, os povos que eles representam e disse aos homens e mulheres desses países que “é preciso empenhar-se para promover relações humanas fraternas, com atenção renovada por todos, em particular os mais pobres e marginalizados”. “A Igreja não cessará de lembrar que todos os homens devem estar atentos a uma fraternidade humana feita de gestos concretos, a nível individual bem como a nível dos governos e instituições internacionais”, sublinhou. Neste sentido, Bento XVI afirmou que “o nosso mundo deve enfrentar numerosos desafios que é preciso superar, a fim de que o homem restabeleça o seu primado sobre a tecnologia, e o justo destino dos povos constitua a primeira preocupação dos que aceitaram a administração da coisa pública, para o bem comum”. “A Igreja continuará a socorrer as populações de todos os continentes, com o apoio das comunidades locais e de todos os homens de boa vontade, em particular nos campos da educação, da saúde e dos bens fundamentais”, concluiu.
