Bento XVI insistiu, mais uma vez, nas “raízes cristãs” da Europa. Ontem, antes de rezar o Angelus, o Papa disse esperar que os participantes nas próximas Jornadas Mundiais da Juventude “sejam fermento de um novo humanismo cristão”, particularmente na Europa, continente que está a “esquecer as suas raízes”. Bento XVI falou dos santos que forjaram a alma europeia: São Tiago, “cujas relíquias são veneradas no Santuário de Compostela”, Santa Brígida da Suécia (festa litúrgica celebrada no sábado) e São Bento (festa no dia 11 de Julho). “Ao contemplar estes santos, é espontânea a reflexão sobre a contribuição que o cristianismo deu e continua a dar para a construção da Europa”, disse o Papa, que evocou o discurso de João Paulo II, em Santiago de Compostela (1982), no qual lançou o repto de “uma Europa sem fronteiras, que não renegue as raízes cristãs, sobre as quais surgiu, e que não renuncie ao autêntico humanismo do Evangelho de Cristo”. “Que actual continua a ser este apelo tendo em conta os recentes acontecimentos do continente europeu!”, exclamou. O Papa lembrou que “dentro de pouco menos de um mês, também eu irei como peregrino a uma histórica Sé europeia, a Sé de Colónia, onde os jovens marcaram encontro para a sua XX Jornada Mundial”. “Rezemos para que as novas gerações, haurindo a sua linfa vital de Cristo, saibam ser nas sociedades europeias fermento de um renovado humanismo, no qual a fé e a razão cooperam num fecundo diálogo para a promoção do homem e para a edificação da autêntica paz”, concluiu.
