Bento XVI insiste na proximidade de Deus

Bento XVI dedicou novamente a catequese da audiência geral à relação entre Deus e a humanidade, frisando que “Deus não é um soberano inexorável, que condena o pecador, mas um pai amoroso”. Seguindo uma linha que tem marcado vários destes encontros semanais, que continuam a atrair milhares de peregrinos, o Papa comentou o “De profundis” (Salmo 129), dedicado ao tema do pecado e do perdão, que se tornou “um dos salmos penitenciais preferidos pela devoção popular”. “É significativo que, a gerar o temor – atitude de respeito e amor – , esteja não o castigo, mas o perdão”, referiu o Papa, pedindo aos fiéis que o seu amor a Deus seja gerado “não pelo medo da punição, mas pela Sua bondade, sempre pronta a perdoar”. “Temos a certeza de que Deus perdoa as nossas culpas”, acrescentou. Bento XVI acrescentou algumas frases ao texto escrito, sublinhando a “misericórdia” e a “redenção” como duas grandes características do “Deus de amor”. O Papa frisou que este Salmo “convida à Confissão”, por causa da “nossa necessidade de salvação”. No final da audiência geral, o Papa abençoou a estátua de Santa Mariana de Jesùs Paredes y Flores, primeira santa do Equador, que foi colocada no exterior da Basílica de São Pedro. Amanhã, 20 de Outubro, terá lugar no Vaticano um Concerto em honra do, um conhecido amante da música clássica. O concerto contará com a Orquestra Filarmónica de Munique, o coral Regensburger Domspatzen e o Athestis Chorus. O programa musical incluirá o Kyrie, da Missa Papae Marcelli da Palestrina; Denn er seinen Englen, de Mendelssohn; o Ave Verum de Mozart; e o Tu es Petrus, de Liszt, entre outras. Além disso, o coro executará uma composição musical do irmão do Papa, Georg Ratzinger, o Sanctus da Missa Ano Santo.

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