Comunhão entre os Bispos e o Papa é fundamental Bento XVI lembrou hoje que a comunhão entre os “Bispos e o Pastor da Igreja de Roma” é fundamental para a vida da Igreja Católica, ao receber em audiências os Arcebispos que ontem receberam o Pálio. O Papa agradeceu aos presentes o seu “trabalho apostólico” e deixou uma saudação para as Dioceses que servem, pedindo a todos que “continuem a caminhar em conjunto, unidos pelos mesmos sentimentos de concórdia e amor a Cristo e à Igreja”. “Faço votos que esta significativa celebração ajude a reforçar a unidade e a comunhão com a Sé Apostólica, e estimule uma generosa dedicação pastoral dos Bispos para o crescimento da Igreja e a salvação das almas”, apontou, na sua intervenção em português. O Papa deixou uma palavra especial ao Arcebispo Stanisław Dziwisz, antigo secretário pessoal de João Paulo II, “por tudo o que fez por João Paulo II e por mim, pessoalmente”. Bento XVI entregou ontem o pálio a 33 Arcebispos metropolitanos nomeados no último ano. Os prelados receberam uma faixa de lã branca, que representa o Bom Pastor, que transporta nos ombros o cordeiro até dar a sua própria vida, como recordam as seis cruzes negras bordadas na tira. O Pálio é uma insígnia litúrgica de “honra e jurisdição” que é abençoada pelos Papas na solenidade de São Pedro e São PAulo. Para além do próprio Papa, os Pálios são também envergados pelos Arcebispos Metropolitanos nas suas Igrejas e nas da sua Província eclesiástica. Para além do Cardeal Angelo Sodano, novo decano do Colégio Cardinalício, receberam o pálio Arcebispos dos seguintes países: Colômbia (Villavicencio), Peru (Huancayo), Namíbia (Windhoek), Turquia (lzmir), Brasil (Belém do Pará, Sorocaba e Maringá), Chile (Antofagasta), Itália (Cosenza- Bisignano, Sassari e Chieti-Vasto), Estados Unidos (Atlanta, Kansas City, Galveston-Houston e San António), Albânia (Tirana- Durres), Filipinas (Nova Segóvia), Vietname (Hanói), Benin (Cotonou), Nova Zelândia (Wellington), Gana (Acra), Canadá (Regina), Índia (Madras y Mylapor e Bangalore), Quénia (Mombasa), Nicarágua (Manágua), Espanha (Saragoça, Mérida-Badajoz e Tarragona), Polónia (Cracóvia), França (Paris e Tours) e Eslovénia (Ljubljana). No rol de Arcebispos destacam- se D. Stanislaw Dziwisz, Arcebispo da diocese polaca de Cracóvia e ex-secretário pessoal do Papa João Paulo II; D. Bruno Forte, Arcebispo italiano de Chieti-Vasto e teólogo de renome internacional; e D. André Vingt-Trois, Arcebispo de Paris, que sucede ao Cardeal Lustiger.
