Bento XVI manifestou-se hoje, novamente, sobre a importância de respeitar “Deus, as religiões, os seus símbolos, os lugares santos e os lugares de culto”, na sequência dos acontecimentos violentos das últimas semanas. Recebendo no Vaticano uma delegação do “American Jewish Committee”, o Papa apelou ao “diálogo sincero” entre religiões, para que se possa construir a paz no mundo. “Os líderes espirituais têm a responsabilidade de trabalhar para a reconciliação, através do diálogo sincero e de gestos de solidariedade”, disse. Neste contexto, prosseguiu, uma responsabilidade especial cabe a cristãos, judeus e muçulmanos, “chamados a colaborar reciprocamente para o bem comum da humanidade, contribuindo para as causas da justiça e da paz no mundo”. O Papa deixou votos de que as relações entre a Igreja e o Judaísmo continuem a desenvolver-se num clima de amizade, 40 anos depois da declaração “Nostra Aetate”, do II Concílio do Vaticano, através da qual se operou uma mudança histórica nestas relações e se começou a “desenvolver um diálogo caracterizado pelo respeito mútuo e o amor”. “Caros amigos, rezo para que esta visita possa confirmar em vós o esforço de construir pontes e não barreiras”, frisou Bento XVI, lembrando que cristãos e judeus “têm um património comum” e que isso torna as suas relações “únicas entre todas as religiões do mundo”.
