Bento XVI de férias, com livros e em silêncio

Bento XVI começou hoje as suas férias na região do Vale d’Aosta, nos Alpes italianos, um período de repouso que se prolonga até 28 de Julho. Neste espaço de tempo não terão lugar as três audiências gerais das quartas-feiras, e os únicos actos públicos serão os encontros com peregrinos na oração dominical do Angelus, a 17 e 24 de Julho. O Papa passará as suas primeiras férias após a eleição de 19 de Abril na casa dos Salesianos, na pequena localidade de Les Combes, a 1700 metros de altura, no mesmo lugar onde João Paulo II descansava. À chegada, Bento XVI foi acolhido por Osvaldo Naudin, presidente do município de Introd, e por cerca de 50 habitantes locais. Uma dezena de crianças da escola da vila ofereceram ao Papa um colar de flores do campo. “É um prazer estar aqui e ser acolhido desta maneira”, disse o Papa, em alemão, a uma cadeia televisiva do seu país. Este período de férias será dedicado por Bento XVI à leitura e a alguns passeios pelos bosques na proximidade. É referida, com muita expectativa, a hipótese de que o Papa possa aproveitar as próximas duas semanas para trabalhar na sua primeira encíclica – João Paulo II, que redigiu 14 encíclicas durante o seu pontificado, publicou a primeira apenas cinco meses depois da sua eleição. As três malas de livros e papéis com que o Papa Ratzinger saiu do Vaticano apenas servirem para aguçar, ainda mais, a curiosidade. Durante o mês de Agosto, Bento XVI irá alojar-se na residência pontifícia de verão em Castel Gandolfo. Neste período terá lugar, por outro lado, a primeira viagem do Papa fora da Itália, quando se deslocar à sua terra natal de 18 a 21 de Agosto, para as Jornadas Mundiais da Juventude em Colónia.

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