Avizinha-se novo Natal sem paz na Venezuela

A Igreja Católica na Venezuela e o poder político local encontram-se de costas viradas, adivinhando-se mais um Natal sem paz num país mergulhado numa profunda crise. Os confrontos têm-se vindo a intensificar nos últimos dias, com o Governo a acusar a Igreja de fomentar a “discórdia social”. A Conferência Episcopal local condenou, por sua vez, a acção de partidários do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na qual foram destruídas publicamente imagens de Nossa Senhora. O presidente da CEV, Baltazar Porras, disse que esse factos foram uma manifestação da “contínua escalada do mais absoluto desrespeito a todo tipo de instituição, de todo tipo de valor, como se o actual projecto político fosse um Deus absoluto”. O próximo Natal chega, assim, sob as sombras de 2002, quando a oposição decretou a “suspensão do Natal” durante os meses de Dezembro e Janeiro, organizando uma greve geral para forçar o presidente Hugo Chávez a deixar o poder, intento que viria a fracassar. A situação neste momento é agravada pela obsessão governamental em associar a Igreja Católica aos movimentos da oposição, como reconhecem os meios de comunicação social do país. Os Bispos venezuelanos já afirmaram por várias vezes o seu apoio a um referendo sobre o actual mandato presidencial de modo a obter a uma saída “pacífica, constitucional e eleitoral” para a crise, numa atitude mal recebida por Hugo Chávez. MENSAGEM DO PAPA Hoje no Vaticano, após a audiência geral, o Papa recebeu uma delegação venezuelana da “Colmena por la Vida”, movimento de apoio às crianças de rua. João Paulo II pediu ao presidente do movimento, Miguel Rodríguez Siso, que transmitisse à Venezuela uma “mensagem de paz” e a sua bênção.

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