O aumento do número de refugiados e deslocados sudaneses está a causar alarme junto das organizações humanitárias que trabalham no local. Muitos deles fugiram para o Chade, sendo já mais de 150 mil. Calcula-se que exista um milhão de refugiados internos no Sudão. As agências humanitárias pediram ao governo sudanês que crie um corredor humanitário em Darfur para assistir as vítimas da violência. A Caritas do Chade criou e administra três campos de acolhimento no Chade, cada um hospedando 10 mil pessoas, que aumentam a cada dia. “O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está preocupado com as grandes dificuldades que deve enfrentar em uma das mais delicadas operações humanitárias em curso”, lê-se em comunicado enviado à agência Fides. “Entre os principais obstáculos, estão a insegurança e o isolamento da área interessada, que corresponde a cerca de 600 quilómetros. Além dos problemas logísticos e as dificuldades nos transportes, acresce a falta de água nos campos – onde a população continua a aumentar e há falta de combustível e lenha para queimar”, acrescenta a organização católica. Atendendo à gravidade da situação na região de Darfur, o ACNUR deverá actualizar o seu plano de trabalho, que inicialmente foi projectado para assistir somente 110 mil refugiados.
