A repressão e a censura das religiões “não tradicionais” estão a aumentar em alguns países da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). A acusação provém da Federação internacional Helsínque de Direitos Humanos, que publicou em Viena o seu relatório sobre a liberdade de religião e a tolerância. De acordo com o relatório, em muitos países europeus a religião predominante goza de um tratamento privilegiado por parte do Estado em relação às religiões minoritárias. Segundo a organização, “alguns Estados- membros da OSCE impõem limites aos direitos dos pequenos grupos religiosos, justificando essas medidas com uma retórica nacionalista e intolerante”. Os governos da França e Bélgica, por exemplo, introduziram, em meados dos anos 90, medidas de monitoramento para controlar as actividades de grupos religiosos considerados como “seitas perigosas”. Quanto à Grécia, o relatório afirma que as pessoas que não pertençam à religião greco-ortodoxa “são discriminadas na escola ou no trabalho.” Na Rússia uma lei anti-extremismo de 2002 foi formulada de maneira tão vaga que pode ser utilizada para reprimir actividades religiosas que teoricamente “ameaçariam a segurança nacional.”
