Atender em confissão João Paulo II disse que no momento de atender aos fiéis em confissão, os confessores têm o dever de ensinar a verdade da Igreja e não suas ideias pessoais sobre temas de moral. Esta advertência do Papa aconteceu no passado dia 28 de Março, quando recebeu as autoridades e oficiais da Penitência Apostólica. Ao referir-se ao sacerdote que escuta a confissão, João Paulo II destacou que deve acolher com amor o penitente, sem “ser avarento com o tempo que lhe dedica”. Também deve servir-se da caridade e da justiça para ensinar “sem variantes ideológicas” os “ensinamentos genuínos da Igreja”. “Em particular – acrescentou -, quero chamar a atenção sobre o dever de aderir ao Magistério da Igreja sobre os complexos problemas propostos no campo bioético e da normativa moral e canónica no âmbito matrimonial”. O Papa reiterou com firmeza um dos pontos de sua Carta aos Sacerdotes para a Quinta-feira Santa do ano 2002: “às vezes acontece que os fiéis, a propósito de certas questões éticas da actualidade, saem da confissão com ideias bastante confusas, em parte porque não encontram nos confessores a mesma linha de pensamento. Na realidade os que exercem em nome de Deus e da Igreja este delicado ministério têm o preciso dever de não cultivar, e menos ainda de manifestar no momento da confissão, julgamentos pessoais não conformes com o que a Igreja ensina e proclama. Não se pode confundir com o amor o faltar com a verdade por um mal-entendido senso de compreensão”. João Paulo II disse no início do seu discurso que desejava reflectir “sobre a relação privilegiada que existe entre o sacerdócio e o sacramento da Reconciliação, que o presbítero deve receber antes de tudo com fé e humildade, além de convencida frequência”. “Ao valor intrínseco do sacramento da Penitência – prosseguiu – enquanto recebido do sacerdote como penitente, acrescenta-se sua eficácia ascética como ocasião de exame de si mesmo, e portanto de verificação, gozosa ou dolorosa, do próprio nível de fidelidade às promessas”.
