Atenção à pobreza envergonhada

“É necessário estar atento aos novos sinais de pobreza nomeadamente à pobreza envergonhada” – apelaram os participantes das V Jornadas de Acção Social promovidas pela Cáritas Diocesana do Algarve, no passado dia 26 de Fevereiro. Em declarações à Agência ECCLESIA, Carlos Oliveira, presidente da Cáritas do Algarve, referiu é urgente aliviar o sofrimento dos pobres “sem protagonismo e sem sinais que possam diminuir a dignidade de cada pessoa”. Atendendo à mudança operada na sociedade portuguesa deve-se “apelar aos órgãos do poder para que a opção preferencial pelos pobres e excluídos não seja considerada como um privilégio de alguns mas antes uma exigência de toda a sociedade” – avançou este dirigente. Uma iniciativa que serviu também para fazer uma análise das situações para que “possa haver uma partilha de experiências que nos permita aprofundar melhor aquilo que cada um já desenvolve no apoio pobreza”. E acentua: “ajudar os outros não só do ponto de vista material. A partilha também se faz através dos bens imateriais. É necessário um trabalho em rede de forma a que essa partilha seja uma consequência”. Como as populações estão mais envelhecidas e a duração de vida é maior é necessário “arranjar meios para diminuir esse sofrimento” e reforçar a “intervenção social da igreja, nomeadamente através dos grupos de acção sócio caritativa paroquial, junto dessas pessoas”. “Aprofundar o conhecimento da acção social da Igreja e estar atento às novas questões que a sociedade não cessa de nos apresentar” e “proporcionar a criação de dinâmicas de solidariedade activa e efectiva onde a partilha de bens na comunidade cristã seja um imperativo para além do dever de cidadania” – foram outros pontos reflectidos referiu Carlos Oliveira.

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