As religiões não são separáveis da nova Europa

As religiões são uma componente inseparável das várias culturas da Europa que não pode ser negligenciada na construção da nova UE alargada. Esta é uma das conclusões do relatório final da Comissão Michalski, encarregada por Bruxelas de abordar as principais questões da integração europeia no plano cultural, religioso e social. O documento, publicado num momento em que os líderes dos 25 Estados-membros da União Europeia assinaram o Tratado Constitucional, refere que as religiões “operam sob a superfície das instituições políticas e estatais, reflectindo-se também na sociedade e nas pessoas individuais”. Esta obra é fruto da investigação de um grupo de trabalho de “personalidades independentes” (entre as quais Simone Veil, Bronislaw Geremek, Arpad Göncz, John Gray, Krzysztof Michalski, Ioannis Petrou, Alberto Quadrio Curzio) formado por iniciativa do Instituto de Ciências Humanas de Viena. Entre os temas abordados, destacam-se a necessidade de “fazer coagular as numerosas diversidades que convivem no Continente num amplo projecto de democracia e desenvolvimento”.

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