As lições de Bruxelas

Fracasso nas negociações sobre a Constituição Europeia deve-se a preconceitos ideológicos, dizem os Cristãos pela Europa O fracasso do acordo sobre a Constituição Europeia é uma lição para a UE e deve-se à adopção de uma ideologia que antepõe os acordos políticos aos valores que construíram o continente. A acusação vem da Convenção de Cristãos pela Europa. Num comunicado distribuído em Roma a plataforma comentou assim o resultado da cimeira de chefes de Estado e Governo de Bruxelas, concluída este sábado sem um acordo sobre o sistema de voto na União Europeia e bloqueando a aprovação do projecto do Tratado constitucional ali apresentado. A Irlanda, que no primeiro semestre de 2004 assumirá a presidência de turno, deverá continuar agora as negociações entre os governos. Não foi estabelecida a data de uma conferência destas características para voltar a analisar o projecto. “A falta de acordo sobre a Constituição Europeia representa o fracasso da ideologia que a Europa queria construir, eliminando as suas raízes cristãs e confiando somente em cálculos políticos”, afirmou Giorgio Salina, vice-presidente (pela Itália) da Convenção de Cristãos pela Europa. O comunicado reprova o governo italiano, presidente de turno da União até Dezembro, que procurou um acordo de “alto perfil” em questões técnicas que bloquearam a aprovação da Convenção, e que aceitou um acordo onde se previa a rejeição da menção das raízes cristãs no Preâmbulo do texto constitucional. A Convenção “Cristãos pela Europa” propõe um retorno ao projecto dos homens que lançaram após a II guerra mundial o processo de integração europeu – Konrad Adenauer, Robert Schuman, Alcide de Gasperi, todos eles políticos cristãos -, para que a Constituição Europeia possa basear-se em “valores compartilhados” e em “regras de convivência que respeitem a efectiva igualdade de todos seus membros”. Mais informações em www.eurocristians.org

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