Estónia A Estónia é um dos novos países da UE em que o Catolicismo está em clara minoria, dado que conta apenas com 5 mil católicos, menos de 1% da população. O país conta com 1 milhão e 400 mil habitantes, concentrados sobretudo em Tallin e Tartu. O território de 45 mil km2 conta apenas com 7 paróquias e a responsabilidade pastoral está confiada ao Núncio dos países bálticos, Peter Zurbriggen, 13 sacerdotes e 25 religiosos. A Igreja Luterana é a primeira confissão no país, com 180 mil fiéis, onde há mais 10 denominações cristãs importantes. Grande parte da população declara-se ateia, fruto dos 51 anos de ocupação soviética. Por tudo isto, mais do que falar em Igreja, faz todo o sentido falar em Igrejas da Estónia, todas elas muito preocupadas com a “compreensão liberal da Europa Ocidental no âmbito da moral”, que no país é bastante mais conservadora. Ainda assim, os habitantes locais parecem muito satisfeitos por desenharem um futuro menos marcado pela influência russa. A entrada na UE marcou, também, a revisão de algumas leis no âmbito dos direitos humanos, no que diz respeito a possíveis discriminações entre os cidadãos e à abolição da pena de morte. Este país foi convidado por João Paulo II a apoiar os esforços do Vaticano para que o Tratado Constitucional da UE “reconheça o papel do cristianismo no coração da vida e do futuro deste continente”.
