“Os capelães da região Militar do Norte estiveram reunidos, dia 31 de Outubro, com D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, para reflectirem sobre “as mudanças de funções” porque “a maioria dos nossos capelães estão ligados às dioceses” – disse à Agência ECCLESIA D. Januário Torgal Ferreira. Reflexões e partilhas sobre “o nosso meio” que tem algumas dificuldades. E avança: “conseguir estar presente no meio da realidade militar que é diferente”. Uma presença “no meio profissional” que questiona os capelães: “o que um padre realiza no meio militar?” Se os militares e civis estão a trabalhar e o capelão os retira do trabalho, este “está a prejudicar o seu trabalho”, se não os retira do trabalho “o capelão corre o risco de ficar inactivo” – salienta o Bispo das Forças Armadas e de Segurança. Situações que “merecem ser estudadas” – e que na opinião do bispo – devem privilegiar “as alturas das refeições e nas pausas ao longo do dia”. Em relação ao futuro, D. Januário Torgal Ferreira alerta “que este trabalho é lento e paciente” e que só ao fim de alguns anos se “conhece a complexidade do meio”. O tempo ajuda a construir relações mas “devemos apostar também na partilha das realidades”.
