Estes trajes relembram aquelas 50.000 a 70.000 pessoas que em 1917 presenciaram o prodígio solar” – referiu Mons. Luciano Guerra, dia 8 de Junho, no Santuário de Fátima, aos 212 grupos de Folclore que participaram na 1ª Peregrinação Nacional de Ranchos Folclóricos Uma iniciativa promovida pela Federação do Folclore Português, fundada a 28 de Maio de 1977, e que congrega cerca de quinhentos grupos folclóricos. Nesta primeira peregrinação, que contou com cerca de onze mil pessoas, trajadas segundo os costumes das várias províncias portuguesas, como o Alto Minho, Baixo Minho (zona do Ave e do Cávado), Alto Douro Sul e Trás-os-Montes, Douro Litoral (Norte e Sul), Beira Litoral (zona Vareira e Interior), Baixo Vouga, Beira Alta (Viseu-Dão-Lafões e Interior Serra da Estrela), Beira Baixa Interior, Alta Estremadura, Estremadura Centro (zona Saloia), Estremadura Sul – Alentejo Litoral, Ribatejo, Templários, Alentejo (Alto, Central e Baixo) e Algarve, os vários grupos juntaram-se perto do Centro Pastoral Paulo VI, donde saíram em cortejo para desfilarem desde a Cruz Alta até ao Altar do recinto. Perante este cenário, o reitor do Santuário de Fátima reconheceu que “esta é uma forma de recordar o passado, pois quem não conhece o seu passado, não consegue compreender o presente”. Além de todo o espectáculo de beleza que o desfile proporcionou aos outros peregrinos, esta foi uma jornada de fé, a comprovar pelos próprios trajes que alguns folcloristas traziam. Vieram com os “trajes de ver-a-Deus”, expressão dada à roupa de Domingo, ou traje domingueiro que se usava para ir “assistir à Missa”.
