Pediu-se no VI Encontro de Apoio Social ao Imigrante, a decorrer em Fátima até dia 15 deste mês “Existe uma grande mobilidade dos imigrantes no nosso país. Alguns deslocam-se para outras localidades ou países e outros voltam para as suas terras de origem” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. Rui Pedro, director da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM) no final do segundo dia do VI Encontro de Apoio Social ao Imigrante, a decorrer em Fátima, até amanhã (dia 15 de Janeiro). Depois de ouvir os vários secretariados diocesanos de migrações, o Pe. Rui Pedro concluiu também que “a emigração em Portugal está a aumentar”. Para alguns, a ida para o estrangeiro “é sazonal” mas, noutros casos, a partida deve-se “aos endividamentos e à falta de projectos em Portugal”. «Outras culturas, a mesma cidadania” é o tema deste encontro porque “percebemos que a riqueza da diversidade é muito importante”. E aponta: “o imigrante não é só um pobre a ajudar mas uma pessoa com um património cultural e linguístico”. A Igreja ao acolher estes imigrantes está a “abrir-se à novidade da sua condição de peregrina” – afirmou o Pe. Rui Pedro A «revolução» está à porta visto que “necessitamos de ter respostas às mudanças interculturais que estamos a viver”. O processo intercultural é o “único caminho” porque “é uma acção que põe as diferenças em contacto sem uma anular a outra”. Acolher a realidade e ver nela um “sinal dos tempos” é o caminho a percorrer – reconhece. No início, os imigrantes sentiram algumas dificuldades de integração. Com a ajuda de vários organismos diocesanos muitos deles “conseguiram resolver os seus problemas” e “criaram as suas próprias associações” que os defendem. E acrescenta: “cada vez mais há associações interessadas que as suas crianças (algumas delas nascidas em Portugal) aprendam a língua, história e a geografia materna” – concluiu o Pe. Rui Pedro. Notícias relacionadas • Escolas aditivas
