«Apóstolo de Fátima» mais próximo dos altares

Encerramento do processo diocesano de beatificação do Cón. Manuel Formigão O processo diocesano da beatificação do «Apóstolo de Fátima» – Cón. Manuel Nunes Formigão – foi encerrado no passado dia 16 de Abril e será enviado para Roma, via Correio diplomático, “na próxima semana” – disse à Agência ECCLESIA a Irmã Gertrudes Ferreira, Vice-postuladora da causa. O futuro beato foi “um dos primeiros sacerdotes a contactar com os pastorinhos de Fátima” e fundou, em 1926, a Congregação das Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima. A 13 de Outubro de 1917 “assistiu ao Milagre do Sol” e tornou-se “um dos grandes divulgadores da Mensagem de Fátima – referiu a Irmã Gertrudes. Para divulgar “este sinal do céu”, o cón. Manuel Formigão fundou o jornal «Voz de Fátima». Durante 34 anos escrevia, no referido órgão de Comunicação Social, crónicas sobre os acontecimentos de Fátima. Colaborações que se estenderam a outros jornais: «A Guarda» e a «Defesa». A sua pena escreveu também alguns livros sobre as aparições de Fátima. “Os acontecimentos de Fátima”; “Os episódios maravilhosos de Fátima”; “Fé e Pátria” e “Pérola de Portugal” – são algumas obras escritas pelo Cón. Manuel Formigão que foi membro da Comissão Canónica para a Investigação dos Factos de Fátima e relator do processo canónico diocesano que autorizou o culto oficial de Nossa Senhora de Fátima. Falecido em 1958, com 75 anos, o sacerdote fundou em 1926 a Congregação das Reparadoras de Nossa Senhora das Dores de Fátima, instituição que conta actualmente com cerca de 90 religiosas a trabalhar nas dioceses de Braga, Bragança-Miranda, Porto, Leiria-Fátima, Guarda e Trier (Alemanha). Segundo a Vice-Postuladora. O Cón Manuel Formigão viveu “unicamente para Deus e para a Igreja”. Em Santarém fundou a Associação Nuno Alvares destinada a apoiar os jovens. Data para a beatificação ainda não existe mas “vai demorar algum tempo” mas “merece ser considerado e proposto como modelo para os sacerdotes” – disse a Irmã Gertrudes Ferreira. Canonizar os pastorinhos e beatificar o cón. Manuel Formigão no mesmo dia seria “excelente” porque ele “está muito ligado aos pastorinhos de Fátima”.

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