Ílhavo foi a terra que as viu nascer em Portugal mas com “a Implantação da República fomos expulsas”. Agora, passados estes anos todos, (4 de Novembro de 2003) voltámos “às origens para ajudar as crianças carenciadas da «Obra da Criança» naquela localidade” – disse à Agência ECCLESIA a Superiora Provincial da Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora (FMNS), Irmã Ludovina Ferraz. Os pedidos constantes do bispo de Aveiro, D. António Marcelino, e do falecido Pe. Urbino (pároco de Ílhavo) para “nos dedicarmos às crianças em risco” revelou-se fundamental para a abertura daquela comunidade. Uma das vertentes “do carisma” desta congregação que celebrou 125 anos em 2000 e “celebraremos em 2004 os 150 anos da congregação” – disse a Irmã Ludovina. Um lema da missão destas irmãs que pretendem ajudar “quem precisa de nós”. E acentua: “sentimos que a nossa presença junto daquelas dezenas de crianças e jovens é muito útil”. Transmitir os valores cristãos e “formá-las integralmente” será a preocupação fundamental das FMNS na «Obra da Criança». Um processo complicado porque “temos de ajudá-las desde o zero” e que fiquem “o menos traumatizadas possível”. Acima de tudo, as três irmãs, que constituem aquela comunidade, irão “tentar substituir o lar familiar que não tiveram” – salienta a Superiora Provincial. Tribunal de Menores, Segurança Social e a “miséria de muitas famílias” são a origem destas crianças abandonadas. Meios pobres e famílias desintegradas “ajudam a criar estas situações” que levam “ao desespero estas crianças” – concluiu.
