O Departamento da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa vai assinalar o aniversário natalício do Papa João Paulo II com o lançamento do livro “A Família é o Lugar…”. Da autoria de António Corrêa d’Oliveira e João de Sousa Araújo, este novo livro da marca Lucerna, que conta com o apoio do Departamento da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa, estrutura-se em torno dos Mistérios do Rosário (luminosos, gozosos, dolorosos, gloriosos) e encerra um conjunto de meditações neles inspiradas que pretendem servir de guia a uma recitação mais profunda e rica, em espírito de família, desta oração primordial. Estas meditações são complementadas pelos trabalhos iconográficos do pintor João de Sousa Araújo, que ilustram os diversos passos dos cinco Mistérios do Rosário. É aliás neste livro que a obra deste pintor, que se encontra espalhada por diferentes igrejas e colecções do País, surge pela primeira vez reunida, o que faz da sua publicação um interessante testemunho artístico. A obra “A Família é o Lugar…” irá ser publicamente apresentada no dia 18 de Maio de 2004 às 18h30 no Mosteiro de São Vicente de Fora (Sacristia) e contará com a apresentação de D. José Alves, bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa. Este acontecimento realiza-se por ocasião no aniversário do Papa João Paulo II e homenageia também a actividade de D. José Alves enquanto bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, nomeadamente no acompanhamento directo que ali exerceu no âmbito da Pastoral da Familiar, iniciando agora a sua actividade como bispo de Portalegre e Castelo Branco. António Corrêa d’Oliveira Casado e pai de seis filhos, António Nuno Corrêa d’Oliveira começou desde cedo, no seio da vida familiar, a alimentar a intensa devoção que mantém por Nossa Senhora de Fátima. O conjunto de meditações que agora publica resulta precisamente dessa sua fé e pretende assumir-se como um livro de meditação em família, ainda que dedicado a cada um dos membros, da família cristã individualmente considerado. António Corrêa d’Oliveira é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa e ocupa actualmente o cargo de secretário-geral da Rádio Renascença, para além de presidir à direcção da Servitas (Ordem dos Servos de Maria), uma ordem mendicante fundada por sete jovens italianos que, no século XIII, optaram pelos valores evangélicos da fraternidade, da comunhão e da paz. Os Servitas não nasceram como agrupamento de discípulos em torno de um mestre, mas sim do encontro e da união de um grupo de amigos movidos pelo mesmo ideal – servir a Deus e ao próximo, inspirando-se em Maria, pelo que esta ordem é um caso sui generis na História de Igreja. Na origem da ordem está a fraternidade e a dimensão mariana é essencial à vocação do servita, tal como o foi para os seus fundadores, no século XIII. Actualmente, a ordem é composta por frades contemplativos, irmãs de diferentes congregações comprometidas na pastoral, membros de institutos seculares e também laicos e jovens que vivem a experiência mariana de um modo informal. João de Sousa Araújo João de Sousa Araújo nasceu em Lisboa, em 1929. Filho do mestre gravador Renato de Sousa Araújo, fez a totalidade dos cursos da Escola Superior de Belas Artes, onde também viria a leccionar. Está representado no Vaticano e em várias colecções particulares nacionais e estrangeiras. É autor das telas e vitrais da Basílica do Santuário de Fátima. Criou também a totalidade dos polípticos e vitrais da Catedral de Nampula, sendo também de sua autoria, entre outros trabalhos o Políptico de Nossa Senhora das Misericórdias que esteve patente no Pavilhão da União das Misericórdias da EXPO’98; um Imaculado Coração de Maria na Faculdade de Letras da Universidade de São Paulo; um Cristo na Cruz e um retrato do Papa Paulo VI no Vaticano. Dos trabalhos que tem realizado em vitral e azulejo destacam-se os existentes nas Igrejas de São Pedro e São João do Estoril; de N.ª Sr.ª da Assunção dos Portugueses em Turlock, na Califórnia; de Virgen de la Providência em São Juan Porto Rico e do Alto do Lumiar. Entre os seus trabalhos mais recentes, distinguem-se as esculturas em bronze “Estátua Alusiva às Descobertas”, em Cascais; “Anjo de Portugal”, em Fátima; e “Cristo Ressuscitado”, na fachada da Igreja de São João e São Pedro do Estoril.
