Representante da Santa Sé junto da ONU recordou consequências «devastadoras» das alterações climáticas nas regiões subdesenvolvidas
Genebra, Suíça, 26 mai 2015 (Ecclesia) – O observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, D. Silvano M. Tomasi, sublinhou em Genebra, na Suíça, a responsabilidade dos países mais ricos em combaterem a “degradação do ambiente”.
Num discurso deixado durante a 68.ª Assembleia Mundial de Saúde, o arcebispo italiano frisou que as nações mais desenvolvidas devem ter “especial” cuidado na defesa da natureza, em “solidariedade com toda a família humana”, e na promoção de soluções onde a “saúde caminhe lado a lado com o desenvolvimento”.
No texto enviado à Agência ECCLESIA, D. Silvano Tomasi frisou que “é mais do que evidente que as mudanças climáticas podem ser devastadoras para a saúde, especialmente entre os mais pobres e vulneráveis”.
Neste sentido, é essencial “ajudar as regiões mais carenciadas a lidarem com o fenómeno, mitigando os seus efeitos e assistindo as populações na fase de adaptação”.
O representante da Santa Sé terminou a sua intervenção reforçando uma ideia deixada pelo Papa Francisco, de que “a Criação não é uma propriedade para pôr e dispor como se quer, e muito menos é propriedade de alguns”.
“Ela é um dom, um dom maravilhoso que Deus nos deu, para cuidarmos e usarmos em benefício de todos, sempre com grande respeito e gratidão”, concluiu.
JCP