Amar Moçambique

É de uma história de amor que se fala quando damos de caras com a Equipa d’África, que desde 1998 envia nesta altura do ano jovens voluntários a Moçambique. E não são amores de verão, ao contrário do que pode parecer pela duração dos projectos… É de uma história de amor que se fala quando damos de caras com a Equipa d’África, que desde 1998 envia jovens voluntários a Moçambique. E não são amores de verão, ao contrário do que pode parecer pela duração dos projectos, que ocupam sempre os meses de Agosto a Outubro. “Este ano há um grupo de 30 voluntários, dos quais quase metade repete a experiência. A verdade é que estes meses marcam a nossa vida e só não volta quem não pode”, assegura à Agência ECCLESIA a responsável pela Equipa, Mafalda Frazão. Nascida em 1998, a Equipa d’África, (projecto de acção social das Equipas de Jovens de Nossa Senhora), tem como objectivo cooperar com a Igreja Católica Moçambicana no seu trabalho social e pedagógico, colaborando para que se efective uma melhoria das condições sociais da população local. Os primeiros elementos avançaram para Moçambique por acharem que no grupo “faltava qualquer coisa na nossa vivência de Fé, era preciso fazer algo mais pelos outros”, como recorda a Mafalda. Desde o seu nascimento já se realizaram cinco missões, com um número crescente de voluntários que permitiram chegar aos “quatro cantos” de Moçambique. A publicidade nem sequer é muita – um sítio na Internet e a divulgação boca a boca – mas há muitos jovens com vontade contrariar o rótulo de “geração rasca”, confirma a responsável desta Equipa: “aparece sempre imensa gente com vontade de ir para Moçambique e isso significa que os jovens hoje em dia querem fazer um bocadinho de bem aos outros”. O ano de 2003 conta com projectos nas províncias de Maputo, Cabo-Delgado e Niassa. Os voluntários serão repartidos por essas províncias de Moçambique, em grupos de 4 a 5 pessoas e cada grupo funcionará de forma independente ao longo dos projectos, tendo em conta as necessidades de cada local. “A nossa experiência mostrou que os sítios para onde vamos são pequenos e 4/5 pessoas chegam perfeitamente, podendo chegar nós a mais sítios. Além disso, ficamos em comunidades religiosas onde o ideal também são grupos pequenos”, justifica a Mafalda. A Equipa D’África de 2003 vai realizar três tipos de projectos, com durações entre 1 a 2 meses, orientados para o apoio às actividades escolares e ocupação de tempos livres para crianças, trabalhos de apoio no hospital, campanhas de higiene e acções de evangelização em geral. “O tempo que cada um passa em missão depende da disponibilidade de cada um em função do início das aulas, a selecção do local é que depende da preparação ao longo do ano”, explica. Os voluntários que embarcam neste desafio recebem uma formação específica que é constituída por reuniões semanais, dois campos de trabalho com crianças deficientes, dois retiros, uma peregrinação, um curso de Primeiros Socorros na Cruz Vermelha e algumas formações adicionais para dar a conhecer aos participantes a realidade moçambicana, a vida em comunidade e o trabalho que irá ser realizado.

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