Algarve: «Diocese fica muito mais enriquecida com o serviço e o testemunho» dos diáconos permanentes, afirmou D. Manuel Quintas

Primeiros diáconos permanentes algarvios celebraram as bodas de prata de ordenação

Foto: Folha do Domingo/Samuel Mendonça; Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, com os nove diáconos permanentes

Loulé, 26 fev 2025 (Ecclesia) – O bispo do Algarve destacou o “serviço e o testemunho” dos diáconos permanentes, no jubileu que presidiu este domingo, no Santuário de Nossa Senhora da Piedade, em Loulé, onde quatro, dos primeiros sete ordenados, celebraram as bodas de prata.

“Hoje confirmamos que ao longo de um quarto de século Deus se serviu de cada um deles, de diferentes modos, como meio fecundo da sua presença amorosa e da sua graça ao serviço da nossa Igreja diocesana”, disse D. Manuel Quintas, na Missa no santuário da ‘Mãe Soberana’, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’.

Os primeiros diáconos permanentes da Diocese do Algarve, um grupo de sete homens, foram ordenados há 25 anos, no dia 20 de fevereiro, no Jubileu do Ano 2000, pelo então bispo diocesano D. Manuel Madureira Dias.

D. Manuel Quintas destacou que a ordenação destes sete diáconos permanentes foi “um marco significativo não só na sua vida e das suas famílias, como na vida e na pastoral” da Igreja algarvia.

O responsável diocesano do Algarve, que desejou que estas bodas de prata diaconais possam “ser muito estimulantes para todos”, explicou que a missão de um diácono na Igreja é “o serviço da Palavra, o serviço do altar e o serviço da caridade”, três serviços que “são um só e que se inspiram no modelo primeiro que é Cristo, servidor”.

“A escuta e o anúncio da Palavra de Deus é dever de todos os batizados e não apenas dos diáconos. Dever que se transforma em missão permanente para os que são chamados a exercer o ministério ordenado na Igreja, dever que assume particular ênfase na ordenação dos diáconos”, desenvolveu.

No contexto do Ano Santo 2025, o 27.º jubileu ordinário da Igreja Católica, que é dedicado ao tema da esperança, D. Manuel Quintas disse que não ia pedir aos diáconos que “sejam apenas eles semeadores da esperança”, porque têm de “ser todos semeadores da esperança”.

Participaram neste Jubileu diocesano dos Diáconos Permanentes e celebraram os 25 anos de ordenação Luís Galante, Manuel Chula, Rogério Egídio e Vítor Sabino, os outros três, dos primeiros sete, um deixou o ministério, e dois já faleceram, em 2025, Joaquim Mendes Marques, antigo diretor do jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, e Francisco Moreno Alves, em 2020.

No início da Missa, o diácono permanente Luís Galante destacou que foram “sete homens que, juntamente com as suas esposas e filhos, foram realizando o seu discernimento vocacional durante o último quinquénio do século XX”.

O bispo do Algarve sublinhou que a diocese dá “graças a Deus” pelo “dom” que os primeiros diáconos permanentes foram ao longo destes 25 anos, e “continuam a ser”, mas também pelo “dom” que são os outros cinco diáconos permanentes, e os sete candidatos que estão a fazer um “percurso de discernimento”.

A Diocese do Algarve, no total, tem nove diáconos permanentes: Albino Martins foi ordenado em 2012, e António Valério Costa, João Pontes dos Santos, João Chaves dos Santos e Nuno Francisco, em junho de 2019, informa o jornal ‘Folha do Domingo’.

Uma relíquia do padroeiro desta diocese e dos seus diáconos, o mártir São Vicente, diácono que morreu durante a perseguição aos cristãos em Valência (Espanha), no ano de 304,  também esteve no Jubileu dos Diáconos Permanentes do Algarve, no Santuário louletano de Nossa Senhora da Piedade.

CB/OC

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