No Dia Mundial da Paz, o bispo do Algarve criticou opções orçamentais que esquecem saúde e habitação

Loulé, 03 jan 2026 (Ecclesia) – D. Manuel Quintas criticou, no Dia Mundial da Paz, opções orçamentais que concentram o investimento no rearmamento.
“Se olharmos para aquilo que Portugal gastava cada ano e que vai passar a gastar é uma desproporção muito grande para fins militares. E é uma pena essas verbas não serem utilizadas para melhorar a saúde, a habitação, as escolas, para ir ao encontro de tanta dificuldade de tantas famílias que vivem até abaixo do limiar da pobreza”, lamentou o bispo do Algarve, na Missa a que presidiu em Loulé, no Santuário da «Mãe Soberana».
O bispo, reconhece como “complexa” a situação atual, marcada por “guerras que se prolongam no tempo” e por “discursos que fomentam o ódio”.
O responsável aponta circunstâncias que, no seu entender “desafiam a esperança e questionam o desejo de paz”.
D. Manuel lamentou que, aos que vivem “sob o peso da violência, da fome, do desespero”, se responda com “uma corrida às armas, cada vez mais sofisticadas e mortíferas”.
Na homilia para o Dia Mundial da Paz, o bispo do Algarve lembrou que “a verdadeira paz não se alcança com armas ou com a imposição da força, mas com o desarmar do coração, com a humildade, o diálogo e a reconciliação” e para tal, importa “vencer as paixões que alimentam a discórdia, o egoísmo, a inveja e o rancor”.
D. Manuel Quintas exortou ainda a olhar para Maria como “modelo luminoso da paz” lembrando que “Maria não empunha armas, não domina, não impõe.
Na solenidade litúrgica de Santa Maria, Mãe de Deus, D. Manuel Quintas tem por hábito escolher o principal santuário mariano algarvio para presidir à primeira Missa do ano.


HM/LS
