Alargamento da UE é um teste para a Europa

As conferências episcopais do sudeste da Europa consideram que a nova página que se está a escreve na história do UE, com o alargamento a Leste, constitui um teste para o Velho Continente. “Os líderes políticos têm sublinhado que esta região da Europa se apresenta como um teste à UE e esse trabalho que já se iniciou deve ser concluído”, diz o comunicado final da reunião dos representantes dos episcopados da Albânia, Bulgária, Bósnia-Herzegovina, Grécia e Conferência Episcopal Internacional Santos Cirilo e Metódio (Sérvia e Montenegro e Macedónia, Roménia e Turquia). O encontro, em Sarajevo, foi promovido pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e pela Conferência Episcopal da Bósnia-Herzegovina. Está prevista ainda a participação, além dos membros do Conselho das Conferências Episcopais da Europa, de representantes da Santa Sé, da Comissão dos Episcopados da União Europeia (COMECE), de organismos de solidariedade e de instituições europeias e internacionais. Após vários anos de guerra, os prelados pedem que a atenção da comunidade internacional sobre estes países continue “viva” e que se promovam “reformas institucionais e económicas para favorecer a convivência das etnias, criando uma situação favorável para os refugiados que voltam ao seu lar”. “O segredo para o sucesso dos nossos países encontra-se dentro deles próprios e não vem apenas de fora. Eles têm a vocação de entrar na União Europeia”, asseguram. No final de Fevereiro, a Comissão Europeia deu parecer favorável à adesão da Bulgária e da Roménia à UE. Se cumprirem todos os critérios políticos e económicos exigidos, a os dois países devem aderir à União Europeia em Janeiro de 2007, juntando-se, assim, ao lote de dez novos membros que, em Maio último, aumentaram para 25 o número de Estados-membros. A escolha da cidade mártir de Sarajevo para acolher a reunião fez com que os episcopados deixassem uma palavra especial para a Bósnia-Herzegovina, denunciando que este país vive uma situação de “paz injusta”, na qual as minorias vêm os seus direitos serem negados e o regresso dos refugiados que se encontram fora do país é impedido.

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